segunda-feira, março 07, 2011

Buzios RJ

ARMAÇÃO dos BUZIOS -  Rio de Janeiro




sou o mar  
Sou quem escolhe por um momento
soltar as amarras, largar
sentir o vento
enfrentar as ondas batendo no casco,
faz a alegria
sou eu feliz tendo você no pensamento
sou eu triste quando sem navegar
sou eu com você um só
sou eu, você 
o barco e o mar
(Carlos Zanicotti)


 Sentido Rio de Janeiro - Buzios , são aproximadamente duas horas de viagem fora da temporada e feriados. No verão e feriados só Deus sabe pois a fila começa na ponte Rio/Niterói e  vai até a entrada de Búzios. Dali para a frente também não anda e a fila vira um stress.  É um cortando a frente do outro. Quem não tem paciência que fique preparado. Após cruzar a ponte Rio-Niterói, pegar à esquerda no sentido Rio Bonito. Pouco depois de Rio Bonito, virar à direita - Via Lagos, sentido Araruama/Cabo Frio (Região dos Lagos). Ao terminar a Via Lagos, continuar por 5 km e subir um pequeno viaduto de acesso à RJ-106, e pegar a direção Macaé/Búzios. Após 14 km depois do posto de gasolina, entrar à direita e seguir por cerca de 10 minutos até Manguinhos e Búzios.
Esta é a ponte do canal que serve uma das  marinas da cidade. Foi construida assim para os barcos passarem por baixo.  A cidade é repleta de marinas e para quem quer praticar ou aprender a velejar, o Búzios Vela Clube, em Manguinhos, oferece cursos de barcos à vela e estrutura de apoio para o velejo. Lá funciona a escolinha Bimba Windsurf, administrada pelo campeão mundial, com turmas que reúnem alunos dos 5 aos 65 anos. Já a Happy Surf, na praia da Ferradura, além de windsurf, oferece aulas laser e hobie cat 16. O espaço também aluga equipamentos e caiaques.

A lua em Buzios. Apreciar a lua mesmo quando não é cheia é um espetáculo a parte.

Aqui não vou ganhar pela divulgação do Buzios Resort, mas confesso que passamos uma temporada muito boa. As instalações são confortáveis e a paisagem é privilegiada com frente para o mar. Para quem não gosta de agito, é perfeita. Para quem gosta, pegue o carro e vá bem cedo para não ficar preso no congestionamento. A noite todo mundo vai para a vila no centro da cidade. 

Esta é a praia Rasa depois do canal para quem chega sentido Buzios. O mar calmo e os bons ventos atraem windsurfistas e kitesurfistas, que lá encontram também dois clubes de vela, motivo pelo qual fiquei animado em me instalar no Resort.

Vista da Ilha Rasa em frente ao Buzios Resort na praia Rasa (coninuação da praia de Manguinhos).
Armação dos Buzios é uma peninsula que avança mar a dentro fazendo com que os ventos soprem constantes e forte. Recebendo de um lado correntes marítimas do Equador de um lado e correntes marítimas do pólo sul do outro, Buzios consegue oferecer praias tanto de águas mornas quanto de águas geladas. Entre as principais praias, destacam-se Geribá, João Fernandes, Ferradura, Armação, Manguinhos, Tartaruga e dos Ossos. O vento sopra quase sempre a partir do leste, trazendo chuva e tornando a cidade no estado do Rio ensolarada e com raras chuvas e uma média de 26° C.

Olhar a paisagem que se desmancha junto as praias é fazer o dedo clicar na câmera fotográfica a cada minuto. Uma mais bonita que a outra, pois a combinação de céu, pedras e o mar é para mim facinante.

A noite o agito é na vila, batendo perna de um lado para outro, entrando e saindo nas lojas que ficam abertas até as 22:00 horas, e terminar tomando um chopp num boteco qualquer.

Se não comprar nada na noite, pode ficar tranquilo, durante o dia na praia você consegue tudo que precisa como chapéus, cangas, brincos, biquinis...

Como venta muito é é um fator importante para a prática de esportes no mar, não pode faltar as "birutas".

Surfar sem antes olhar para uma "biruta" pode significar carregar a prancha de um lado para outro. Dependendo do vento as praias recomendadas para a prática ficam sem ondas e aí o jeito é voltar para a areia e comer um acarajé, que mesmo sem estar na Bahia, faz um bem danado acompanhando a cerveja que vai no isopor com muito gelo.

Junto com o acarajé, vem as bijuterias

De todo tipo e gosto, a dificuldade é escolher uma. Tem que ser forte para não comprar. Mulher é danada, não pode ver um enfeite que tem que comprar. Não acho ruim. Gosto delas bem coloridas e enfeitadas. É como carro sem calotas e cromados ! hahahaha
sou eu o mar
A muito tempo tenho este Holder 12 e carrego ele para todo lado. Um dia o meu irmão Marco chegou e perguntou se eu queria comprar um veleiro e respondi que queria claro, quem não quer, mas quanto isto custaria. Não sabia do que ele estava falando, mas como todo curioso, quis saber que veleiro era. Ele também não sabia, mas me contou que era $ 150,00 Cruzeiros, Cruzeiros novos ou a mesma coisa que em Reais hoje. Achei muito pouco por um veleiro. Não resisti e fui ver. Estava na casa de um amigo dele jogado em cima de uma carreta toda enferrujada. O veleiro? Bem não era "aquele veleiro" e com um trato daria para brincar. Detonado, destruido, mas pelo preço é claro que levei para casa. Foram alguns meses de conserto e aprendisado até descobrir como  funcionava e o que estava faltando.

 
Apesar de ser aparentemente um brinquedo fácil de controlar, digo aos entusiasmados que não é. Quando não tem vento tudo que boia é brincadeira para criança, mas quando tem vento, tem que ser gente grande para fazer ele ir para onde você quer e não para onde o vento vai te levar. Preparar cada detalhe é importante porque lá no mar não tem chão para arrumar nada. Um nó mal feito vai resultar em frustração, porque trazer o barco mesmo sendo ete Holder de 12 pés não vai ser uma tarefa fácil.

A empolgação para por o barco na água é acompanhada por todos. Parecia que ia ser fácil. Quando se entra no mar sem ser em uma boia de pneu na beira, temos que considerar uma série de fatores que podem se transformar em um pesadelo. O equipamento é fundamental para se velejar. Quando estamos falando em velejar em Buzios, temos que considerar que não é qualquer equipamento que pode velejar. E ainda temos que ver quem vai comandar o barco. Para Robert Scheidt é fácil. Bicampeão olímpico e octacampeão mundial de iatismo na classe Laser, além de campeão mundial na classe Star em 2007, andar nesta praia mesmo com vento forte,  seria simples demais. Mas...

Enquanto arrumávamos o barco, não percebemos que o vento estava aumentando e ainda não tinha chegado no ponto máximo. Com o propósito de fazer com que o Dú pegasse as manhas da montagem não hove tempo para prepará-lo para o mar. O dia estava chegando ao fim e daria para aproveitar  pouco velejando. Com a ajuda de todos, pois na mente deles seria uma boa velejar um pouco. Parecia que ia ser uma brincadeira entrar naquele mar com poucas ondas e tranquilo. Mas não foi que aconteceu, Em um minuto o vento já soprava mais forte, fazendo com que as ondas também viessem mais fortes. Nesta praia como em qualquer outra uma onda grande é composte de uma sequencia de ondas mais fortes, normalmente em número de sete ou oito ondas. Aí tudo acalma e na sequencia o mar volta com toda a foça até acalmar de novo. E foi aí que começou a sequencia de erros.  O primeiro foi não ter contado a sequencia de ondas para entrar fazendo com que aquela aparentemente tranquila entrada no mar se transformasse no sufoco da foto acima. Ficamos sem pé bem na hora de avançar e as ondas batiam mais fortes do que podiamos aguentar.

Vencida a etapa de enfrentar as ondas, subimos no barco e senti que tinha algo errado. O vento soprava forte, o que é normal em Buzios, mas eu não tinha o conhecimento de como ele se comportava ao longo do dia. Este era o meu segundo dia em Buzios. Tentando dominar o barco, ele se comportava ao contrário do solicitado. Percebi que estavamos sem controle, e o Dú não entendia o que estava acontecendo. Eu estava fazendo o possivel para manter o barco no prumo, mesmo estando ainda próximo da praia. A medida que fomos nos afastando o vento escapava da proteção da ilha e soprava como um furacão.

Mas o fato não era só o vento. Tinha algo que ainda desequilibrava o barco apesar de estar com mais um a bordo. O barco é para velejar sozinho e com dois ele fica grudado na água fazendo com que não vire fácil. Virar faz parte quando se ultrapassa o limite dele. É como se ele dissese começe de novo. A concentração tem que ser máxima. Qualquer vacilo é suficiente para ele te dar um banho de água fria. Quando comecei a velejar aprendi que todos os sentidos neste momento se unem ao sexto: o barco. Isto mesmo, você tem que sentir o barco como parte de você. Velejar depende parte do barco e parte do velejador. Quanto ao velejador  a altura, peso, dobra dos joelhos, distancia dos pés etc somados com a técnica  vão fazer com que  um barco bem ajustado responda ao desejado. Tirando tudo isto o resto que determina o ato de velejar é puro sentimento. Quanto ao equipamento não podemos esperar muito de um conjunto que estava praticamente jogado fora.
O fato do Dú estar a bordo mudava todos os fatores de controle, mas ainda assim a minha concentração estava em verificar o que estava causando  tanta instabilidade no barco. Foi quando percebi que tinha alguma coisa errada com o leme. Tinha quebrado uma trava que fazia com que quando eu tentava mantê-lo em  uma certa posição, ele ia para outra. Assim de um lado para o outro era preciso reprogramar  tudo a todo momento. Como uma hora a direção era uma e outra hora era outra, quase ao mesmo tempo, eu e o Dú também tinamos que nos posicionar a  toda hora e aí uma confusão geral.    

O vento ficava cada vez mais forte lá fora e o mar cada vez mais crespo e com ondas. O barco jogava de um lado para o outro quando vi que o melhor a fazer era sair fora. Não deu tempo.  O barco virou e fomos para a água. Nesta foto acabávamos de desvirar. Na praia a Mari percebeu que a vela sumiu do horizonte e puxou o zoom para nos acompanhar. Desviramos e pulamos para dentro como se estivessemos com o pé no chão. Como isto acontece com um cara de 23 anos é fácil entender. Mas como é que eu faço isto? Pura adrenalina. 

Era o batismo dele. Nunca tinha sido jogado ao mar sem saber que iria ser jogado. Tentavamos ficar de todo modo em cima do barco e equilibrando-o. Nesta hora não adianta querer ficar. Tem que cair fora.

Agora era hora de ver se estava tudo bem e fazer um plano para sair sem a ajuda do leme. Não foi fácil e não seria possível se o Dú não estivesse comigo a bordo. Eu tinha passado por uma situação parecida na praia de Zimbros em Santa Catarina quando enfrentei um temporal ficando sem o leme. Pedi que ele fizesse o contrapeso e me agarrei ao leme. Quem olhava na praia pensava que estavamos dando umas voltas e aposto que  gritavam que agora era a vez deles cada vez que mudavamos de direção para ir chegando mais perto sem virar novamente. Não podiamos forçar porque foi no braço, segurando o leme que o barco vinha nos trazendo para a praia. 


Só nos restou frustrar a todos dizendo que o passeio deles ficou para outro dia. O vento foi acalmando e na praia tudo parecia como se nada tivesse acontecido. Recolhemos o barco e para arrumar todo o tempo até a hora de vir embora. Mas foi bom. Muito bom mesmo assim.

Quando terminamos de arruamr tudo tinha gente passeando de cavalo pela areia, caminhando... O jeito foi pegar o carro e ir até a Cabo Frio comprar camarão no mercado municipal.  

Esta é a ponte do canal da Rasa - Buzios. Não avance se o sinal estiver vermelho. Vai ter que voltar de ré. Para muitos ela é motivo de irritação, mas visto com bons olhos, ela já faz parte da cidade sendo já um símbolo de Búzios

No mercado é preciso filtrar algumas imagens, que se mal vistas ficam só no cheiro de peixe característico.

Olha aíiiiiiiiiii !!!
Camarão  frito no alho e óleo com casca e tudo. Este negócio de sentar em um restaurante e pedir um prato que vem três ou quatro camarões com um punhado de arroz enfeitado com uma salcinha e uma pitada de maionese é frescura. O bom é assim. Isto acompanhado de uma caipira de vodka,  é o que qualquer um gostaria de comer em um lugar destes.

Na praia de Geribá as birutas mostram que o tempo está firme e o vento para minha tristeza, bom para por o barco na água. Mas sem o leme, não houve jeito.

Brincar com a prancha também não foi possível pois as ondas estavam pequenas e ficou só para a Mari tentar levantar na prancha. Tentar !

No mercado compramos mais peixes e a peixada, calderada, seja lá como quiser chamar, quase não deu pro gasto. Peixe, camarão, lulas, mariscos e muito tempero fez a atração do dia.

Aqui vai uma vista da piscina do Resort que com tanta opção ficava quase despercebida.

Olhando de fora, na Praia de João Fernandes vira tudo uma coisa só, o mar, os barcos, a areia, as pessoas, as casas e a vegetação. Em alguns momentos é preciso olhar na direção certa.

 
Voltando para a areia o dia foi especial. com ostras pla lá e pra cá. Pastel de camarão, Lulas e polvo frito e a bolsa térmica cheia de cerveja.

No mar os barcos de pescadores fazem a fotografia. Para onde olhar tem barcos enroscados uns aos outros.

Para quem quer fazer um passeio de escuna, procure no centro de Buzios, a marina Porto Veleiro ou a marina do Bueno. E onde chegam os barcos dos navios de Cruzeiros. Ele para em várias praias e ilhas para dar um mergulo.

Tradicional em Búzios são os passeios de barco, não deixe de fazer. Neles você poderá apreciar as praias de outro ângulo e maravilhar-se com sua fauna marinha. Mas para quem gosta de barcos só o visual já é gratificante . Ficar vendo o vai e vem perto da praia não tem preço. Geralmente percorrem nove praias do lado norte e as paradas são em João Fernandes, Ilha Feia e Tartaruga, duram 2:30 horas e seu custo é em média R$ 30,00 por pessoa, realizam-se nas tradicionais escunas, outra opção são os semi-rígidos (gomones), estes tem capacidade para 50 pessoas e são habilitados para sair a mar aberto, eles fazem o lado sul e norte da península, percorrem 20 praias e as paradas são em Geriba, Ferradura, Ilha Feia e Tartaruga, neles você terá maior possibilidade de ver fauna por sair a mar aberto, os passeios duram 4 horas e seus preços são em média R$ 50,00. 

Guarde dinheiro porque vem mais compras nas praias. As lojas durante o dia passam a sua frente  em cabides com todo tipo de roupa.

Tem tudo e para quem quer levar como recordação o barulho do mar, um caramujo é perfeito. Não esqueça que em uma decoração marinha não pode faltar um farol, um barco, um marujo, cartas náuticas e claro que conchas e caramujos.

Um bom papo com quem vende também traz cultura. Você descobre que aquelas sementes da melancia que comeu no dia anterior e jogou fora, hoje valem pelo menos uns R$ 10,00 quando pintadas e presas por um fio de nylon.

Aqui podemos ver aqueles que carregam uns quilos a mais na cintura por não resistir ao cheiro de camarão frito, pastel, isca de peixe... e um chopp bem gelado sem perder nada do que acontece na praia e ficar protegido so sol . Quem não levou um guarda sol, pode alugar um por R$ 10,00. Se lá em cima estiver lotado, fique tranquilo, o serviço dos bares na areia é uma prática comum.

Andar por aí traz surpresas como esta ancora toda marcada pelo tempo em contato com a água salgada. 

Buzios também é reconhecido pelas casas de estilo colonial e suas telhas de pontas viradas implantadas como marca registrada do arquiteto Otavio Raja Gabaglia.

Detalhe de barco de pescador na praia da Ferradurinha.

Final do dia na João Fernandes. Sempre dá tempo para mais um mergulho perto das pedras. 

O vendedor de birutas ! 

Geribá, Buzios. 

Esta vista é o canto de Geribá. Atrás deste morro fica a praia da Ferradurinha. O acesso é somente por um caminho entre a vegetação, casas de pescadores e condominios ou de barco.

A praia da Ferradurinha assemelha-se a uma piscina natural resultante da retenção das águas, feita pelas pontas da Boca da Barra e Ferradurinha. No extremo esquerdo, ao atravessar as rochas, chega-se a uma pequena praia denominada Praia dos Amores. A extensão da Praia da Ferradurinha é de 100m.

Aqui, a água é azul e transparente. A paisagem é composta de rochedos, que formam patamares em torno da praia.  
  
Aqui a água reflete várias tonalidades e a verde que predomina.  É a mistura da areia de fundo amarelado devido as rochas e o azul do céu. Muitos cáctos como vegetação.

Uma das mais encantadoras praias brasileiras. Entre as pontas da Boca da Barra e da Ferradurinha há uma verdadeira piscina natural, de águas claras e rochedos que formam patamares circundando o local.
  
Um cácto ? Um abacaxi ? Não, é o cabelo desta figura que circula pela praia vendendo artesanato.
 
De volta ao deck do Buzios Resort com vista para a ilha Feia. A ilha recebeu este nome por ter no lado de fora um paredão de rochas sem permitir por aquele lado o acesso a ilha. Aqui é para ficar olhando para o mar e não pensar em nada. Impossível.

Final da tarde com o vento nordeste batendo nas pedras na ponta da praia Rasa.

Aqui fica a despedida depois de colocar a bagagem no carro e não sobrar espaço para mais um fio de cabelo. Vale lembrar que ainda vai engatado a carreta com o barco.
Buzios é especial.
Tenho boas recordações e o maleiro cheio assim faz lembrar  uma outra vez que eu estava chegando a Buzios.
O maleiro de  uma Veraneio que estava a frente abriu  e começou a derrubar tudo !!!
 Mas esta é outra historia...   

sábado, fevereiro 26, 2011

Napoli

                             NAPOLI, Italia

Pela direita e prepare-se para entrar na capital da pizza ! Em Nápoles, na Itália, encontramos a Associação da Verdadeira Pizza Napolitana, (Associazione Verace Pizza Napoletana, em italiano) com a missão de promover a culinária e a tradição da pizza napolitana, defendendo, até com certo purismo, a sua cultura, resguardando-a contra a "miscigenação" cultural que sofre a sua receita. Com estatuto preciso, normatiza as suas principais características.
A associação age fortemente na Itália para que a pizza napolitana seja reconhecida pelo governo como "DOC" (di origine controllata, Denominação de Origem Controlada em português).  O "DOC" é uma designação que regulamenta produtos regionais tais como os famosos vinhos portugueses.

                          Na entrada você ja sabe que está entrando em Napoli. A desordem é apresentada pelo transporte eletrico misturado aos carros ônibus e pedestres. Não podemos esquecer do lixo. Agora entendo porque que na Italia dizem que tem "italianos e Napolitanos"

As roupas penduradas nas fachadas e varandas é um sinal de que tem napolitano morando. Isto quer dizer que em qualquer parte do mundo onde temos roupas penduradas na fachada há um descendente de Napolitanos ou um nato. 

Aqui mais um exemplo de desordem, onde fomos obrigados a entrar na deles. Esta é a via central reservada ao transporte urbano com bondes elétricos mas entramos com o ônibus e pedimos licença para os carros.
Mas vamos lá, entrando em Napoli.

Reparem na via , o que vemos à direita é um posto de abastecimento de combustível. É um Posto de gasolina em plena rua. Neste momento o caminhão estava abastecendo o  reservatorio do Posto. Claro que tudo sinalizado com cones, mas imaginem estar atrás de um carro e ele de repente parar na sua frente para abastecer !

Mas tem o lado bom e maravilhoso com toda a desordem. Encontramos calçadões com cafés, flores e fontes para passar horas ali sentado. No caminho  passamos por alguns lugares que vale comentar:

Castel Nuovo (Castelo Novo) ou Mulher Anjou O castelo abriga a historia do país e da sociedade Napolitana e o Instituto de Historia da Renascença italiana . Foi contruido quando a pedra do arco na entrada do Castell dell`Ovo apresentou uma rachadura e para evitar que o povo associasse o fato , em caso de uma tragédia,  que a cidade estaria entrando em uma fase de má sorte. 


Entre as duas torres foi erguido um arco triunfal de mármore, destinado a celebrar a memória do rei Afonso.
 A obra é inspirada no arco triunfal de Roma.
Um arco inferior, emoldurado por colunas corintias acopladas, nas laterais do relevo de transição que descreve a junção entre Alfonso, os capitães e os grandes oficiais do reino ; sótão retratando o triunfo de Afonso . Um segundo arco sobrepõe a primeira coluna com leões emparelhados, que sustenta a casa e a estátua do rei.

Na parte de cima, estátuas das quatro virtudes ( moderação , justiça , fortaleza e magnanimidade ), colocadas em nichos, com  uma coroa em forma de frontão semicircular, com figuras de rios e em cima da estátua de San Michele . As esculturas são atribuidas a artistas importantes da época: Guillem Sagrera, Domenico Gagini, Isaia de Piza  e Francesco Laurana.

Na Via Partenope em Napoli a paisagem tradicional, pizzarias motos na porta. Sentado nas mesas espalhadas pela calçada a vista é para o mar e o Castel dell´Ovo. Mas a pizza não nasceu na Italia. Acredita-se que foram os egipcios os primeiros a misturar farinha de trigo com água e assar em tijolos quentes. Chegou a Italia na Idade Média durante as Cruzadas pelo porto de Nápolis e não era redonda. Depois de algum tempo chamava-se "picea" que quer dizer um disco de massa redondo.

Olha o Zanicotti e a Patricia no Castel dell'Ovo . Este nome por que conta a historia que certa vez, Virgilio colocou dentro de uma gaiola um ovo e trancou a sete chaves atribuindo a sorte que rondava os acontecimentos ao fato. Enquanto o ovo estivesse protegido a cidade também estaris.  Então, daí vem uma forte ligação a tudo na cidade com ovo.

Galeria Umberto I que lembra a Galeria Vittorio Emanuele II em Milão. É um centro comercial com muitas lojas de grifes famosas no mundo. Para esperar o ônibus também fica o povo todo, aglomerado entre os taxis e a rua. Qual a relação ? Vittorio Emanuele II é pai de Uumberto I que é pai de Vittorio Emanuele III. Em Roma,  o Mmonumento todo branco a caminho do Coliseo é dedicado a Vittorio Emanuele II que foi o primeiro rei da Italia unificada.

Em Napoli na Piazza Minicipio Via San Carlo, encontramos uma "estatua equeste" dedicada a então a  Vittorio Emanuele III rei da italia no período de 1900/1946,  filho de Umberto I. Daí a confusão. Era um tal de Vittorio pra cá, Vittorio pra lá cavalos de bronze para todo lado e sempre relacionado a Umberto I. Como fui tirar as dúvidas acabei encontrando ainda o Umberto II,  filho do Vittorio Emanuele III.   Paraaaaaa!

Tunel della Vittoria (GaleriaVittoria) , via Acton .

Ei ! olhem só este barco.
 Para muita gente ele passa despercebido mas é a sede da Mascalzone Latino. Criada por Vincenzo Onorato, um velejador que quando criança sonhava em velejar pelo golfo de Napoli. Ele também não imaginava que um dia pudesse trazer para o mundo uma oportunidade para os apaixinados por vela  participarem das maiores regatas realizadas  na Europa e pelo mundo. Foi isto que aconteceu. Em 1993 fundou o Sailing Team Mascalzone Latino. Ele reuniu velejadores pelo mundo para formar a tripulação e participar das regatas. Grandes nomes do iatismo o acompanha pelo mundo em várias vitórias. Esteve competindo em várias regatas ao lado do nosso grande iatista Torben Grael com o Ericsson 4 e Brasil 1.
A Mascalzone Latino é referencia como escola para velejadores do mundo todo.

Para finalizar uma vista do Farol do porto de Napoli dell molo Beverello.
 Não podia ser outra foto para sinalizar a saída e quem sabe, se estiver novamente andando por aí volte a Napoli por aqui.



domingo, fevereiro 20, 2011

Buenos Aires Argentina



Muito bem, lá fui eu para Buenos Aires. A última cidade do mundo que gostaria de visitar por conviver em Santa Catarina com as invasões nos verões pelos "hermanos" argentinos nos tempos do peso valorizado. Era puro preconceito. A cidade é muito bonita. Lembra a Europa, afinal o argentino é um italiano,  pensa que é inglês e fala espanhol. Assim a maior parte da cidade foi projetada e urbanizada por arquitetos europeus.  

Avenida 9 de Julho, considerada errôniamente por eles como a avenida mais larga do mundo, é composta de duas canaletas centrais e duas marginais sendo que as marginais já existiam e levam outros nomes como na direita da foto Carlos Pelegrini a a da esquerda Cerrito. Ambas mudam de nome, Bernardo de Irigoyen e Lima respectivamente. Muita gente também atribui o título levando em conta somente as pistas de rolamento desconsiderando os canteiros e jardins o que faria certamente ela perder a posição. Como uma avenida não é composta somente pela pista de rolamento, podemos dizer que ela pode ser a maior pista de rolamento. Então pelo fato de ter incluidas duas outras ruas e desconsiderarem os canteiros paisagisticos podemos afirmar sem medo que ela não é a maior do mundo. Para os desinformados hermanos, sinto dizer que a maior avenida do mundo é o Eixo Monumental de Brasilia, Capital Federal do Brasil, com 250 metros de largura de uma só avenida. Mas deixa eles pensarem.

 
De qualquer forma foi preciso demolir um faixa de um quarteirão entre as duas ruas laterais que fazem parte dela hoje para fazer o espaço da avenida  que hoje abriga o "Obelisco". Monumento em comemoração ao quarto centenário da cidade de Buenos Aires, marca registrada da cidade.

A paisagem não é composta somente de monumentos, parques e construções européias. O transporte coletivo também é caracteristicco juntamente com os taxis nas cores amarelo e preto fazem  com que voçê saiba exatamente onde está.

 
As ruas são cheias de bares e cafés e eles  ficam ali sentados durante horas lendo o Clarin, Ole e La Nación, jornais da cidade. Andando por aí vemos uma cidade sem medo de erguer monumentos.

Monumento a el Españoles. Na interseção das avenidas Suipacha e Viamonte se encontra o monumento a Manuel Borrego,  na praça General Viamonte.

As barracas de flores espalhadas pela cidade também recebem uma padronização e personalização. Neste caso a foto do florista dá um toque especial na decoração e estilo.
.
Falando de flores, não posso deixar de falar da visita ao túmulo da Eva Perón no Cemitério da Recoleta, orgulho nacional. 

Não chores por mim Argentina, minha alma está contigo,
A vida inteira eu te dedico, mas não me deixes, Fica comigo,
Jamais o poder ambicionei, mentiras falaram de mim,
Meu lugar é do povo a quem sempre eu amei,
Eu só desejo sentir bem de perto o seu coração batendo por mim com fervor,
Que nunca me vou esquecer,

Trecho da música  Don't Cry for Me, Argentina (Não Chores Por Mim Argentina) é a canção mais conhecida da peça musical de 1978 intitulada Evita, com música de Andew Lloyd Webber e letras de Tim Rice. Cantada pela personagem principal, Eva Perón. Foi a mulher que mais teve influência na política argentina. Nasceu em Los Toldos em 1919 e aos quinze anos foi para Buenos Aires para tornar-se atriz. Em 1944 conheceu Juan Perón com quem se casou um ano depois. Trabalhou ativamente na campanha para as eleições que elegeram seu marido presidente da Argentina em 1946. Ocupou uma posição de destaque no governo e exerceu uma breve mas intensa atividade política, que a converteu em uma figura polêmica e muito amada pelo povo argentino. Morreu de câncer em 1952.

Do lado de fora na praça Intendente Torcuato de Alvear acontece uma feira de artes aos domingos que vale voltar para comprar gravuras, pinturas e esculturas com o caracteristico tango Argentino. 

A noite no bairro Recoleta, em especial em frente ao Cemitério da Recoleta, também é ótima opção com bares decorados tipicamente oferecendo a tradicional Parrilla (Mollejas de cordero, pechito de cerdo, matambre de cerdo, chorizos, chinchulines, tiras de asadoda...)

Huuuuuuummmmmmmmmmmmmmm!
Comer bem não significa entrar em qualquer restaurante assim como em qualquer lugar do mundo. Procure lugares especializados com pratos tipicos da região e com referência para não cair no tradicional "filé com fritas". Buenos Aires tem restaurantes espalhados por toda a cidade. Na dúvida vá para Porto Madero.
Voltando para a cidade, a Casa Rosada é ponto obrigatório. É a sede do governo federal Argentino. Após sua construção foi originalmente pintada com uma mistura de cal e sangue de boi representando as lutas pelo seu povo. Isto gerou polemica e problemas com insetos que se alojavam devido ao sangue de boi. Localizada na Plaza de Mayo onde encontramos um monumento do General San Martin em um cavalo igual a centenas de outros espalhados pela Europa. Só muda  o personagem.  Quem fazia as esculturas deve ter faturado muito. Também é interessante observar a variedade de cúpulas e fachadas de todos os estilos das avenida que partem da Plaza de Mayo principalmente a que  desemboca no imponente edifício do Congresso Nacional.

 Catedral Metropolitana (Av. Rivadavia e San Martín) O padrão arquitetônico adotado é o de uma igreja sem torres e com 12 colunas representando os apóstolos. Do lado direito da Catedral se encontra o Mausoléu com os restos do herói libertador argentino, o Gral. San Martín.

José Francisco de San Martín  foi o General que liderou os movimentos para a  independência Argentina da Espenha. Por isto tantos monumentos e considerações. Mas chega de velharia e vamos ao que interessa.

La Boca.  Um bairro da periferia de Buenos Aires que é parte do circuito turístico devido a seu clima pitoresco e suas inconfundíveis casas pintadas em cores vivas. O bairro de La Boca foi originalmente o local do primeiro porto de Buenos Aires. Seu nome se deve à existência do rio Riachuelo, que com uma grande boca desembocava no Rio da Prata. Caminito É uma passagem de uma só quadra localizada no coração do bairro de La Boca, povoada por artistas de rua e por tangueiros de coração. As pinturas das casas tem origem a uma grande quantidade de pessoas que trabalhavam no porto e levavam restos de tintas utilizadas nos navios.

La Boca é o bairro onde viu nascer o tango, e originou a música Caminito. Artesanato, obras de arte de artistas que do turismo sobrevivem são encontrados nesta pequena área do bairro. É apenas um quarteirão e que deve ser respeitado não andando a noite ou sozinho, evitando assaltos.

 Desde que se fue
triste vivo yo,
caminito amigo,
yo también me voy.
Desde que se fue
nunca mas volvió,
seguiré sus pasos,
caminito, adiós.

Caminito que todas las tardes
feliz recorrías cantando mi amor,
no le digas si vuelve a pasar
que mi llanto tu suelo regó.
Caminito cubierto de cardos,
la mano del tiempo tu huella borró;
yo a tu lado quisiera caer
y que el tiempo nos mate a los dos.
(trecho de Caminito - Carlos Gardel)

Porto Madero. Bairro recente que veio da revitalização das docas (barracões) do porto. Ganhou mais de 40 restaurantes, bares e um cassino flutuante. Entre outras obras a Ponte Mulher. Representa um casal dançando Tango. Projetada pelo arquiteto espanhol Satiago Calavrata. Foi construida em partes na Espanha e montada na Argentina por não fabricarem o tipo de aço utilizado.

 Museo Fragata Sarmiento. Doca 3 Porto Madero. A sua construção foi encomendada pelo Comodoro Rivadavia a um estaleiro em Birkenhead Inglaterra em 1898. A fragata de 3 mastros, de 85 metros de comprimento e 13 metros de largura, foi navio escola da Marinha Argentina. Após superar navegar um bilhão de milhas (39 viagens pelos mares em todo o mundo), a fragata parou de navegar em 1961.

                            
A noite desfrute dos bons restaurantes para tomar um bom vinho Argentino. Nas cartas de vinho não vá pelo mais barato. Normalmente é onde eles ganham muito pois o vinho não é tão bom quanto parece.

A Malbec é, de longe, a mais importante e provavelmente a melhor uva tinta da Argentina, mas seus produtos têm altos e baixos consideráveis. Os Malbecs mais jovens podem agradar os que gostam de vinhos tânicos, potentes e encorpados. São vinhos que pedem uma refeição, não ficam tão bem quando degustados sem companhia. Potentes e tânicos, quase todos ganhariam com mais uns dois ou três anos na garrafa ou se tivessem sido decantados, passados para outro recipiente para entrar em contato com o ar e perder um pouco de suas arestas. Podem parecer para os leigos vinhos ácidos.  Mesmo os de 2007 que não foi uma grande safra de Mendonza, maior região produtora de uvas malbec na Argentina oferece vinhos de qualidade. Por estar a  moeda Argentina desvalorizada, eles cobram o dobro em tudo para compensar.  Então os vinhos que podem ser apreciados com uma certa segurança vão custar em torno de $ 100,00 (Pesos) o que significa para nós a partir de R$ 50,00 . Uma das vinícolsa que faz desde vinhos relativamente baratos e confiáveis, um bom assunto para o jantar, são os vinhos da linha Alamos, até rótulos caros e sofisticados, como os Catena Alta e Nicolás Catena Zapata. Bons vinhos também de olhos fechados: Colomé, Pulenta, Crios de Susana Boldo, Bramare da Bodega Cobos, Luigi Bosca Reserva ou D.O.C e muitos outros.

Calle Florida, a rua das compras, só porque ficam as lojas e galerias abertas aos sábados e domingos. O Preço? Iguais ao Brasil. Quem quer alguma diferença tem que ir para os Outlets durante a semana.

Então vamos ao Tango !
 Casa de Tango Carlos Gardel. Tem que ir mesmo quem não gosta de tango. É muito legal. Tem que chegar cedo para apreciar o chorizo Argentino que é servido antes do Show. O vinho incluso no pacote é um San Felipe. Se possível pessa outro mais elaborado. O momento pede.

O tango nasceu na periferia com a população mais pobre e era dançado em ambientes fechados por ser obseno dançar homens com mulheres abraçados. Daí tornou-se comum a prática em bordéis. Em 1910 foi levado para Paris e dali espalhou para o mundo. Considerado imoral pela alta sociedade Argentina só foi aceito pela classe por influência de Paris.

El día que me quieras, la rosa que engalana
Se vestirá de fiesta con su mejor color
Y al viento las campanas dirán que ya eres mía
Y locas las fontanas se contarán su amor...

Nos cabarés de luxo da década de 1920, o tango sofreu importantes modificações. Os executantes não eram mais os pequenos grupos que atuavam nos bordéis, mas músicos profissionais que trouxeram o uso do piano e mais qualidade técnica e melódica.

A década de 1940 é considerada uma das mais felizes e produtivas do tango. Os profissionais que haviam começado nas orquestras dos cabarés de luxo da década de 1920 estavam no auge de seu potencial. Nessa época as letras do tango passaram a ser mais líricas e sentimentais. A antiga temática dos bordéis e cabarés, de violência e obscenidades, era uma mera reminiscência. A fórmula ultra-romântica passa a caracterizar as letras: a chuva, a garoa, o céu, a tristeza do grande amor perdido. Muitos letristas eram poetas de renome e com sólida formação cultural.

Carlos Gardel já era um estrondoso sucesso em 1928. Sucesso que durou até 1935, quando faleceu vítima de um acidente de avião quando estava em pleno auge. Gardel cantava o tango em Paris, Nova York e muitas outras capitais do mundo, sempre atraindo multidões, principalmente quando se apresentava na América latina. Eram multidões dignas de Elvis Presley e Beatles. Também foi responsável pela popularização do tango estrelando filmes musicais de tango produzidos em Hollywood.

O ambiente é todo decorado com fotos da vida de Carlos Gardel e faz você voltar no tempo dos grandes espetaculos e sair com uma vontade louca de dançar tango.

E como não tem outro jeito, você sai sentindo tudo que foi apresentado, uma forma de expressar amor, sedução, sexualidade e ousadia. É fácil ! Tome quem você ama nos braços e troque os passos. Se conseguir sem derrubá-la, você é um dançarino !!!

Vale ir com calma para percorrer o comércio e lugares caracterizados durante o dia. Para trazer como lembrança, muitos artigos referentes a dança e aos cantores são expostos nas vitrines das lojas da região.

Poucas horas lá foram suficientes para depois de algumas semanas ainda estarmos cantarolando um Tango. Talvez seja preciso conhecer e sentir isto para gostar. O bombardeio das rádios e televisões fazem com que hoje as pessoas não olhem mais para o que tem um pouco de tudo mas principalmente muito sentimento. Dance qualquer ritmo, mas dance um dia pelo menos um tango (tente pelo menos).


"La noche que me quieras desde el azul del cielo
Las estrellas celosas nos mirarán pasar
Y un rayo misterioso hará nido en tu pelo
Luciérnaga curiosa que verá

Que eres mi... consuelo"

Bom, andar por aí é muito bom, pena que a saudade bate antes mesmo de ir embora. Quando olhamos com carinho, todo lugar tem coisas interessantes, bonitas e inesquecíveis.
Até a próxima Mi Buenos Aires.