domingo, dezembro 11, 2011

Madri, Espanha

Olé ! Olé ! Olé... vem das touradas. Touradas que andando por aí não imaginamos que acontecem em uma cidade como Madri. Linda, desenvolvida e cheia de atrações para serem vistas, sem precisar matar um touro. As vezes ele pega os toureiros, mas o que acontece na maioria das vezes é que o touro na sua ingenuidade, morre.

 "A não-violência leva-nos aos mais altos conceitos da ética, o objetivo de toda a evolução. Até pararmos de prejudicar todos os outros seres do planeta, nós continuaremos selvagens."

(Thomas Edison)

Na praça de Touros, uma homenagem dos toureiros a Alexander Fleming (pai do antibiótico). Nem sempre  o toureiro vence, saindo machucados e vários morreram por infecções que até então não tinham tratamentos. Com o antibiótico muitos sobreviveram depois de ferimentos graves, então a homenagem àquele que com sua descoberta salvou a vida de muitos toureiros.  

Para eles, a tourada é uma seleção natural de touros. Mas poucos se salvam. É um teste de vitalidade onde o toureiro ao perceber a resistência, coragem e a disposição em que se apresenta pede para parar e deixa-o livre para procriar e fazer uma geração mais forte.  Mas isto raramente acontece sendo normalmente morto após ser enfraquecido. Só se salva aquele que não cansa, fazendo assim com que o toureiro fique com medo de ser pego pelo touro.  Se o touro mata o toureiro, ele é morto logo em seguida por outro toureiro.

Acho que as touradas influenciam para o comportamento inflamado dos espanhóis. Não é preciso ser toureiro, dançar flamenco ou saber fazer uma paella. Basta correr sangue quente em suas veias, para saber sua origem, para saber quando alguém é um espanhol. Há fazendas que são especializadas em criar touros para touradas.
Olé !

Mas da onde vem este sangue quente? Os primeiros habitantes da Espanha foram os iberos, quem deram o nome de Ibérica à península. Depois vieram os celtas através da Galícia. Da fusão desses dois povos se originou um novo, os celtiberos. Até o século III a.C chegaram sucessivamente a Ibéria e fundaram suas colônias os fenícios (que lhe deram o nome de Hispania), os gregos e os cartagenos.



 Com a conquista dos romanos, o poder de Roma durou desde o século I a.C até o V da Era Cristã. Com a queda do império romano foi invadida e conquistada pelos visigodos que tinham sua capital em Toledo e adotaram a língua latina e o catolicismo.

No começo do século VIII (em 711), invadiram a península os árabes da Mauritânia ou Mouros, que em pouco tempo tomaram o território, com exceção de Astúrias e Vizcaya. Os poucos espanhóis que na parte noroeste da península conseguiram se opor à invasão, começaram uma guerra de reconquista que durou mais de sete séculos.

Madrid

Já no século IX haviam adquirido importância os reinos cristãos de Aragon,  Leon, de Navarra e da Catalunha. A desmembração do Califato de Córdoba acelerou a obra da reconquista. Esta foi completada pelos reis católicos Isabel e Fernando, cujo casamento em 1469 preparou a união de Aragon e Castilla. Em 1492, com a expulsão dos mulçumanos de Granada, realizaram a unidade nacional.


Em Madrid, vistas do bairo TeTuán Valdeacederases, as quatro torres (Cuatro Torres Business Area) parecem três. Uma fica escondida. São as mais altas de Madrid e da Espanha ( a mais alta com 52 andares ou 250 m de altura). Localizadas no Paseo de la Castellana.


Não posso deixar de mostrar a paella do restaurante St. James na calle Juan Bravo 26 . Claro que tomando um vinho Tempranillo Edição limitada da Bodegas Ramón Bilbao - Rioja. Não se imprecionem com o prato, pois no meu caso, a comida é só para aconpanhar o vinho. Show de prato.

Estadio do Real Madrid. Estou colocando esta foto não pelo clube ou pelo futebol, mas pela arquitetura do Estadio Santiago Bernabéu inaugurado em 1947 e capacidade de 80 mil torcedores. Impressionante o projeto de 64 anos atrás.

Na visita ao Palacio Real de Madrid (Palacio del Oriente) não é possível escapar do brilho do ouro nos detalhes da coroa, lustres, portões... Seu primeiro morador foi o monarca Carlos III em 1764.


La Botilleria na Plaza de Oriente c/ calle de Carlos III é o lugar para fazer um xixi mas só se tomar um café ou  almoçar.

À caminho da Puerta del Sol, parada na estação do metrô Banco de Espanha para ir almoçar no Museo del Jamon.

Jamon, feito com o corte de carne da coxa da perna, especialmente o porco, que conhecemos como presunto cru, diferente do presunto cozido. Na Italia conhecido como Presunto de Parma e San Daniele, (prosciutto crudo) é um produto delicado. Desde o porco ibérico que se alimenta e cresce nos prados até chegar aos pratos que vêm à nossa mesa, ele deve passar por um processo de cura, dependendo de como é feito, resultará em um produto de qualidade variável. Neste processo influenciado por muitos fatores:  raça do animal, peso, dieta, idade, condições do tempo durante o processo de secagem, quantidade de sal usada para curar, tempo de cicatrização, e assim por diante. Assim, não há dois iguais, mesmo presuntos do do mesmo porco.


Uhmm ...! O que é um presunto! Se você quiser uma cafeteria e charcuteria (do francês charcuterie, de chair, "carne" e cuit, " cozida"),  para fazer uma degustação dos melhores presuntos, acompanhado de um vinho espanhol, pode pedir o da casa, este é o lugar certo. O Museo del Jamon tem várias casas espalhadas por Madrid.



Como em todas as cidades da Europa, Madrid é cheia de relógios pelas paredes. As paredes, com pinturas afresco para todo lado, e indo para a Plaza Mayor vê-se mais uma das belas fachadas da cidade que deve ser sempre apreciada olhando para o alto para não perder nada. As torres, coberturas, sacadas, adornos...


Localizado na extremidade norte da praça reside a Casa de la Panaderia, edifício supostamente,  nomeado após a padaria que ele substituiu. A construção deste prédio e sua fachada colorida de frescos foi iniciado em 1590 e foi renovado várias vezes ao longo dos anos, mais recentemente, quando os afrescos foram pintados com desenhos de Carlos Franco, em 1992.


A praça foi originalmente planejado por Felipe II e seu arquitecto Juan de Herrera, mas foi inaugurado em 1620 durante o reinado de Felipe III, cuja estátua fica imponente no centro da praça. Juan Gómez de Mora deu-lhe a sua forma retangular, e depois que ele sofreu três incêndios Juan de Villanova completou o trabalho em 1853, unindo os quatro prédios. E como tem Juan em Madid !

Centro da vida social,  na praça aconterceram celebrações de autos de fé da inquisição, canonizações, execuções públicas, corridas de touros, representações teatrais e coroações reais. Hoje encontramos manifestações comuns com pessoas expressando seus dons artisticos de musica, pintura e artesanato. Vale resaltar,  por incrivel que pareça, andamos por Madrid toda e mesmo em lugares como este não vimos nemhum batedor de carteira...parabéns!


Não pode faltar pinturas de toureiros, touradas... que simbolizam a Espanha. Nesta região da cidade, é comum por ser muito visitada por turistas. A Plaza Mayor é ponto obrigatório para quem vai a Madrid, mas vá com tempo para sentar em um dos muitos bares e restaurantes da "plaza" porque o bom mesmo é ver o que acontece em volta.


Embaixo dos arcos uma galeria de lojas de souvenirs e comidas, com suas fachadas de estilo tradicional em Madrid, dão um colorido e movimento especial. Vale dar uma espiada nas vitrines.


E foi assim que encontrei este "abaniquero español" (leque) todo de madrepérola que custava 6 mil euros. A loja se chama Casa de Diego na Puerta del Sol 12. Já foi acessório indispensável para as mulheres e claro que não este, mas foi uma das recordações que trouxe para as mães. 
  
Fatigas del querer (Trabalhos de amor) Calle de la Cruz 17, Madrid. cantina tipica espanhola. Os preços variam de acordo com os pratos, 10 e 15 euros por "tapas".  Não é caro se compararmos aos restaurantes mais sofisticados, serviço e quantidade servida.  Os "madrilenos" da cidade o acham caro e barulhento.


Como turista, vale tudo. Aprecio o lugar , a decoração, a moto estacionada na frente e tembém ter conhecido um lugar que levou o nome de um estribilho da musica flamenca "Dame um poquito de água" cantada por Camarón de la Isla em colaboracão de Paco de Lucia.

Dame un poquito de agua,
te lo pío por favor,
que la verea es mu larga
y calienta mucho el sol.
Dame un poquito de agua,
que la verea es mu larga
y calienta mucho el sol..

Fatigas del querer,
fatigas del querer,
son las fatigas más grandes
que un hombre puea tener,
tener, tener.

Fonte de Cibeles (1782) localizada entre o Passeio de Recoletos e o Passeio do Prado, cercada pelo Palácio de Linares, Palácio das Comunicações e pelo Banco da Espanha. Construida em mármore representa a Deusa Cibele, símbolo da Terra, Agricultura e Fecundidade. Ponto de encontro da torcida do Real Madrid para comemorar as vitórias.

Passeo del Prado é uma linda avenida super arborizada, parecendo um parque no lugar do canteiro. De um lado da avenida está o Museu del Prado e Jardim Botânico, e do outro o Museu Tyssen. Entre a Plaza de Cibeles e  Atocha. O Museo del Prado é uma das maiores pinacotecas do mundo e desde a sua inauguração em 1819 se tornou um dos primeiros museos de arte do mundo. O museo tem mais de 9 mil obras em seu acervo. As que não podem deixar de serem vistas, "As Meninas de Velásquez, Rafael, El Greco, Rembrandt, Fra Angelico e muitas outras.

Museo del Prado

 Venus e Adonis (Annibale Carracci).


Suas obras-primas são os grandes afrescos mitológicos (1595-1604) no Palazzo Farnese em Roma, sobretudo o famoso "Triunfo de Baco" mas esta denominada Venus e Adonis, foi pintado no período de transferência dos Carraci de Bolonha para Roma e está imerso no estilo barroco que, ao contrário do que muitos imaginam, não está centrado na pintura religiosa, que era destinada a igrejas e outros locais de concentração popular. O ambiente refinado dos palácios manifestava sua preferência por temas mitológicos e por paisagens e retratos, onde motivos sensuais predominavam sobre temas religiosos.
A deusa da beleza aparece em uma diagonal acentuada, direcionando o olhar de quem ve a obra para o belo Adonis que segura em sua mão segurando o arco, e é acompanhado por seu cão de caça. Na área da esquerda da cena é o Cupido, direcionando o olhar para o espectador e apontando para Vênus, e se envolver na cena. A Deusa não parece interessada em impedir seu amante de ir para a caça onde vai encontrar a morte devido a raiva de sua rival Artemis que lançou contra ele um javali que o feriu mortalmente. A obra é preenchida com um idealismo cortês em perfeita harmonia com a natureza, deixando claro o papel de inovador de Carracci.
Querem ver a obra interira? É preciso ir ao Museo do Prado.

El Retiro


Saindo do Museo do Prado, um passeio pelo Parque de El Retiro. É o lugar onde a cidade vai para andar de bicicleta, caminhar, alugar um barco e tem sempre alguma coisa acontecendo.


Monumento a Afonso XII inaugurado em 1922, com projeto baseado na criação de um espaço arquitetõnico com uma "colunata" que cercam a estátua principal do monarca, e uma escada que vai até o lago em frente, adornada com leões em mármore e alegorias em bronze.


  Florida Park, dança Flamenca

JANTAR DE PROVA: cocktail de camarão Rei / Medalhão de vitela com cogumelos e creme de pimenta vermelha / Biscuit com molho de chocolate / vinho tinto, água mineral / Café e Cava (champagne espanhol).
Show com Jantar  93,00 euros por pessoa. O preço não importa porque foi mais uma noite que nem pensamos em assistir, mas depois que nos presenteamos com um espetáculo assim, ficamos maravilhados. Nunca dei nada por dança flamenca. Pura falta de oportunidade e talvez por isto que  não vemos muitos jovens apreciando este tipo de arte. Acho que é pelos euros que devem ter que desembolsar para assistir.  

Localizado dentro do Parque "El Retiro" o Florida Park faz shows de dança flamenca de quinta a domingo. reseve um dia para ir. Vale a pena.   

Flamenco, é de origem da região de Andaluzia, no sul da Espanha. O flamenco é a musica e a dança espanhola cujas origens remontam às culturas cigana e mourisca, com influência de árabes e judeus que migraram para a região.
O estilo de cantar dos mouros, que expressava a sua vida difícil na Andaluzia, as diferentes "compas" (estilos rítmicos), palmas ritmadas e movimentos de dança básicos. Muitas das músicas flamencas aindas reflectem o espírito desesperado, a luta, a esperança, o orgulho e as festas noturnas durante a época que fugiram para a Espanha (1499). Música mais recente de outras regiões de Espanha, influenciaram e foram influenciadas pelo estilo tradicional do flamenco.

Zoo Aquarium Madrid

No ZOO Aquarium Madrid, uma tarde de descontração.
Podem perguntar ! O que que eu fui fazer em um zoo na europa com tantas outras coisas interessantes para ver? pois bem, adoro bichos e especialmente minha esposa adora girafas, elefantes... Girafas tem em qualquer zoo !  Mas quanto tempo faz que você não vai a um zoologico? É isto. Fazia muito tempo que eu não ia a um  e não me arrependo de ter ido.


Para finalizar o passeio no Zoo, um show de golfinhos que cantam. Cantam? Para quem fica deslumbrado, não percebe o apito na boca do treinador que deve perturbar muito o ouvidos dos coitados. Mas foi um show a parte onde a proximidade fez a emoção com os saltos, brincadeiras com bolas, argolas...

O Vinho

A respeito do vinho, confesso que não entendo muito, mas tenho aprendido a reconhecer no paladar quando um vinho é bom. Dizem que um bom vinho é aquele que se adequa ao seu gosto. Não concordo muito com isto pois quando falamos em vinho envolve uma serie de considerações que devem ser levadas em conta. Na Espanha encontramos bons vinhos da região de Rioja (DOCa e DO) produzidos a partir das uvas Tempranillo e com  corte da uva Garnacha dando um maior corpo ao vinho.
Na hora de escolher, os Crianzas envelheceram por mais um ano, os Reservas por mais dois anos e os Gran Reservas (geralmente vinhos especialmente selecionados das melhores safras) permaneceram pelo menos por mais três anos na garrafa.
Mas é importante saber que  Ribera del Duero também é uma região produtora qualitativamente importante, situada num planalto ao norte de Madrid, em Castilla-Leon, disputando hoje a hegemonia dos vinhos tintos espanhóis com a região da Rioja. Nesta região encontra-se a  Bodegas Vega-Sicilia, na margem oeste da apelação, que tem produzido um dos melhores vinhos espanhóis.

A dança

Andando por aí...

"Quando você dança,
seu propósito não é chegar a determinado lugar.
É aproveitar cada passo do caminho."



Olé !


 

quarta-feira, setembro 07, 2011

Irati, Paraná - Brasil

Muita gente vai  para a Itália e se apaixona pela região da Toscana. Não tiro o mérito de ser uma região muito bonita, mas se  não fosse por alguns detalhes característicos da região de Irati, Paraná - BR, certamente poderíamos dizer que seria a Toscana brasileira.


As torres da Igreja Nossa Senhora da Luz se destacam entre as araucárias. A cidade é na sua maioria formada  por imigrantes e descendentes de Holandeses, Ucranianos e Poloneses, Alemães e italianos.

Irati é um município brasileiro do estado do Paraná. Está situado a cerca de 150 km da capital Curitiba na região Centro-Sul do estado, conforme dizem os habitantes, embora esteja oficialmente na região Sudeste do Paraná.

O município teve sua origem na vila de "Covalzinho". Na década de 1890, quando os trilhos da Estrada de Ferro São Paulo/Rio Grande do Sul passaram pela vila, foi ali instalada uma estação ferroviária que recebeu o nome de "Iraty". Isso fez a vila crescer e se tornar importante. Posteriormente, o nome Covalzinho acabou sendo lentamente esquecido, ficando a vila conhecida apenas pelo nome da estação ferroviária.

O  relevo é ondulado e faz da cidade ruas que sobem e descem para todos os lados. Com uma população em torno de 50 mil habitantes faz ainda uma cidade tranquila.

Também vista por todos que passam pela estrada que liga a capital ao oeste paranaense, a santa de Nossa Senhora das Graças é um símbolo importante pois é a maior imagem da santa no mundo medindo 22 metros de altura construída com 70 peças esculpidas por Ottaviano Papaiz.

Esta é a Rafaela mas poderia ser a Izabela. São gemeas e levei algum tempo para perceber as diferenças. O cabelo não nega a descendencia italiana. 

Esta é a Izabela na sua casa de bonecas, olhando para este tio de bigode que ficou o dia todo tirando fotos. Não posso deixar de comentar o carinho com que fui recebido na casa desta família que como tudo indica fará parte daqui para a frente da minha família. Um vinho de colono, uma pizza, um almoço do dia dos pais em familia e o mais importante o carinho com o Eduardo.  

Da janela da casa de boneca da para ver os passarinhos na pitangueira. Cheguei bem perto e ele parecia fazer pose para a foto. Foi engraçado pois ele havia me visto não ficando muito a vontade , mas virou pra lá e para cá na frente da cãmera.

Andando por aí, dei uma volta pela cidade e na saída a caminho para Londrina tive a oportunidade de apreciar a paisagem  e foi quando percebi a semelhança com a paisagem da Toscana italiana. Uma diferença que vemos é com os materiais utilizados na construção das casas. Claro que devido a grande quantidade de madeira, pinho originário da araucária, antes da lei de proteção ao corte, foi o material mais utilizado para a construção das casas.

Ao contrario das construções na Toscana, que são de pedras, as construções de madeira fazem também uma caracteristica da região. As plantações que circundam a cidade em terrenos ondulados fazem também a semelhança. Pena que aqui não temos o cultivo das uvas Sangiovese porque aí seria igual. Nada mal ir a Irati tomar um Chianti nacional.

As araucárias são marcantes com sua forma específica. Isto nos coloca em posição de vantagem pois os italianos que conhecem o fruto pinhão, são só aqueles que tem parentes por aqui e por acaso levaram para lá. Já um chianti muitos brasileiros conhecem.

Outra composição que faz parte da paisagem são as estufas de fumo. Dão um toque especial pela sua forma. Quase em todas as propriedades rurais encontramos uma estufa. O cultivo de fumo faz parte da economia do municipio junto com o milho, feijão e a soja. 

Nesta época as árvores começam a florir, a ficar verdes, a colorir a paisagem. Detalhes são importante para quem quer ver uma região rica em imagens características do Paraná.

O colorido das casas passa desapercebido quando seguimos pelas estradas que cruzam a cidade. Quando colocado em foco podemos perceber o quanto é bonito olhar para uma simples casa e armazem.

Ainda quero voltar para caminhar e tirar mais fotos. Fiquei sabendo que a região oferece várias trilhas entre as matas de araucárias e com construções tipicas em madeira. Cada estrada deve oferecer motivos para fotografar e muitas historias para contar.

As estufas, presente em cada propriedade da região completam a economia, a criação de ovelhas, com puxados ao lado das construções abrigam os animais protegendo também contra o frio. E que frioooo !

Quem diria que uma casa verde no meio da mata, poderia ser percebida! Tive que parar para fotografar.
 
Reparei o toque especial dos moradores nesta casa, simples, de madeira e antiga, o detalhe do muro amarelo com a roda de carroça, fazem desta casa uma bela casa.

Hora de ir embora, resta ver ainda antes de recolher algumas vacas com os passarinhos no pasto. Isto pode ser comum, mas o sossego em que tudo isto acontece e pode ser apreciado não é. Lá em Irati os primeiros detalhes a serem percebidos foram o silencio, a tranquilidade, a simplicidade...

Outro momento que fiquei esperando para ver. O sol sair das nuvens para se por no horizonte. Andei mais um pouco para registrar a próxima foto, marca registrada da região; Pinheiro (araucária) e um sol de cinema.

Nesta hora, tive vontade de abrir os braços e fazer reverencia ao sol como o pinheiro parece estar fazendo.
Agradecer a paisagem, o dia, a familia. Um dia especial. Um lugar especial. Irati !




O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
(Fernando Pessoa)



De volta a Irati em 14/05/2017 achava que já tinha visto tudo mas é o sol nascendo, visto da janela da casa do meu filho. Não pude deixar de levantar cedo e ficar esperando ele aparecer.