quinta-feira, março 10, 2011

ilha de Capri - Italy


Ir a Capri pode ser a realização de um sonho que só visto nos cinemas. mas isto aí é real. Primeiro vamos ver onde está localizada a ilha. Capri é uma Ilha no Mar Tirreno, ao largo da península de Sorrento , no lado sul do golfo de Nápoles , na Campânia região do sul da Itália . Resumindo podemos dizer que está no Mediterraneo. A ilha é um resort desde o tempo da República Romana . Seu nome tem controvercias. Não sabem se vem do Grego (capri  em grego antigo kapros significa "javali"),  mas pode também derivar do latim capreae > caprinos. Como quase todas as ilhas da região abrigavam muitas cabras fica a dúvida.

Saindo do porto de Napoles  são 33 km até a ilha de Capri. de lá também se dirigem a maioria dos iates que fazem temporada na ilha ou levam seus donos até sua "Villas".

As Ilhas Flegree, as mais badaladas pelas alta sociedade italiana e internacional, com as ilhas de Íschia, Prócida, Capri, Ponza, Palmaróla, Zannone e Ventotene. Vamos agora em direção a ilha de Capri. Pequena, mede 6 km de extensão por 2 ou 3 km de largura ,equivale a pouco mais da metade de Fernando de Noronha. Lá vivem cerca de 12 mil moradores, divididos entre suas duas cidades, Capri e Anacapri. Rodeada pelo atrativo verde-esmeralda do Mediterrâneo.

O mar é calmo pelo menos no verão quando não recebe os ventos fortes e frios vindos do norte no inverno .
A cor é azul-esmeralda, dificil de enterder por serem verdes as esmeraldas. Mas é isto, dependendo da posição fica azul refletindo o céu, e em outras vica esverdeada.

chegando perto podemos perceber um paredão de pedra calcárea que vai até dentro do mar. Lá em cima é Anacapri. já a parte da vegetação pertence a Capri.

Aqui uma vista da marina Grande , principal porto de Capri. É por aqui que tudo acontece na ilha. Existem outras marinas, mas o movimento de mercadorias que abastece a ilha chega quase toda por aqui. Também é neste porto que desembarcam os 2 milhoes de turistas que visitam a ilha durante o ano todo.

Porto de Capri Marina Grande, cenário de muitos filmes e temporada de muita gente famosa. Todo mumdo tem uma imagem gravada em sua memória do litoral mediterrâneo, imortalizado em filmes como o clássico 'O Sol por Testemunha' ou sua versão hollywoodiana, 'O Talentoso Ripley'. Também tem aqueles que frequentam a ilha no anonimato mas pelas casas e barcos podemos ver que é meio impossível ficar na ilha sem ser notado. Rola muito dinheiro nesta ilha e os italianos estão de olho nele. Estes barcos da foto acima  são para passeios em volta da ilha com turistas.

Não é somente aqui que vemos muitos barcos. Em toda a ilha, onde é possivel ter acesso tem muitos barcos. Não podia ser diferente. Com a água desta cor, não tem quem não seja enfeitiçado.

Como sempre levamos na memória uma imagem que dificilmente se apagará, esta é uma delas. A Marina Grande é sem dúvida um lugar para se ficar o verão todo.  

As Villas, destacam-se da vegetação como monumentos. a principio pensei que fosse um hotel, ou uma igreja, mas é apenas uma residencia de temporada de alguém que mora aí pelo mundo. Na ilha, muitos dos proprietários são de outros paises e não somente  italianos como acontece nas nossas praias. Estamos falando da Ilha de Capri. Para chegar lá seja quem for, não pode desenbarcar de outra forma a não ser em alto estilo. Isto faz todas as pessoas do mundo desejar estar lá ou ter uma casa de temporada.

Esta imagem é característica de Capri. Se algum dia você ver uma imagem parecida como esta, pode ter certeza que está vendo ou está em Capri.  Agora se for pelo nome, Piazza della Vittoria, você  pode estar em qualquer cidade italiana.

Já esta não podemos dizer, pois se confunde com muitos lugares da Costa Amalfitana.

Quando nos dirigimos para Capri, foi como estivesse indo a um  lugar que ainda não conhecia como tantos outros. Não tinha me tocado que Capri era um dos lugares mais desejados do mundo. E aí eu estava lá ! Claro que não perdi a oportunidade de me fotografar com um cenário tão fantastico ao fundo. Assim sou igual a muitos artistas e outras pessoas famosas. Nesta hora entendemos o por quê do glamour de Capri..   

Esta é a estátua de Odisseu sobre a pedra em Capri. Todo mundo acha que é apenas um garoto acenando para quem por ali navega. Quer saber de onde veio ela ? Ent:ao  aí vai : Uma sereia Grega, Sirene ou Sirena é um ser mitológico, parte mulher e parte peixe (ou pássaro, segundo vários escritores e poetas antigos). Filhas do rio Achelous (maior rio da Grécia) e da musa Terpsícore. Não confundir com Harpias que refugiavam-se na ilha de Creta (Grécia)  . Habitavam os rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália. Cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali para os navios colidirem com os rochedos e afundarem. Odisseu, personagem da Odisséia de Homero, conseguiu salvar-se porque colocou cera nos ouvidos e amarrou-se ao mastro de seu navio.


Ao chegar na ilha ficou preso em um rochedo tentando avisar as embarcações que passavam acenando continuamente. Em sua homenagem foi colocado esta estatua representando o aviso contra a Sirene e dizem que deve-se acenar para ela como se tivesse entendido o recado, e assim um dia poder voltar à ilha.

Sabendo disto o Deus Netuno ordenou que as águas ficassem tão limpidas que permitisse visualizar quando uma Sirene se aproximasse e então os navegadores se proteger.

A ilha é repleta de grutas e lugares especiais para mergulho. Com solo calcáreo o mar não vê empecilho.

 
Vila Malaparte. Aqui podemos ver somente um pedacinho da casa. É aquela pontinha na cor avermelhado que aparece lá em cima. Isto já já faz com que se destaque das demais de estilo mediterrâneo na cor branca.

Porto da Vila Malaparte. Ao redor da ilha encontramos várias vilas (casas) e esta é característica por
ser em Punta Massullo, no lado leste da Ilha de Capri , Itália . É um dos melhores exemplos de arquitectura moderna e contemporânea italiana contruída em 1937 pelo arquiteto  Adalberto Libera.  Curzio Malaparte  rejeitou a construção pelo arquiteto e construiu a casa com a ajuda  um pedreiro local. A casa ficou  abandonada depois da morte de Curzio e depredada durante anos. Em 1972 foi restaurada e doada  para a Fundação Giorgio Ronchi . Hoje é um centro de estudos e eventos. Observem as cabines para atender os turistas que atravessam a ilha para visitação e passam o dia se banhando no local.

 Faraglione (em italiano significa penhasco).  As famosas falésias da ilha de Capri, picos rochosos são causados por deslizamentos e erosão da costa.  O primeiro é conhecido como Faraglione di Terra, com 110 metros de altura e se juntou a ilha por um istmo curto O segundo é chamado de Faraglione di Mezzo,  Mezzo é a palavra italiana para "metade". O Faraglione di Mezzo tem 80 metros de altura e tem um arco natural em sua base. O Arco é grande o suficiente para passar um barco e eu passei por ele. A terceira ilha é chamada de "Faraglione di Fuori" ou "Faraglione Scopolo" (Fuori é "fora" e eu não estou certo sobre o significado da Scopolo ... Scopolo pode ser simplesmente um nome próprio.) O Faraglione di Fuori tem 102 metros de altura.  

A terceira ilha é chamada de "Faraglione di Fuori" ou "Faraglione Scopolo" (Fuori é "fora" e eu não estou certo sobre o significado da Scopolo ... Scopolo pode ser simplesmente um nome próprio.) O Faraglione di Fuori tem 102 metros de altura.

 Dizem os moradores que ao passar é preciso beijar na boca para continuar amando para sempre sua amada. Na hora foi tamanho desespero para tal e ao levantar para chegar ate mim, o barco balançou e a Pat caiu sobre o banco do barco ficando com a perna toda roxa.

Aqui, uma vista das três Faragliones conhecidas no mundo todo por seu efeito cênico e dramático. Isto porque ninguém chega perto e passa por eles sem ficar deslumbrado e apaixonado pela paisagem, sem esquecer do beijo de sua amada. Você jamais vai esquecer.

 Capri Faraglione. Fascinante gigantes no mar azul da costa de Capri. Bonito demais ! 

Na volta para o porto da Marina Grande o movimento de barcos é intenso.

Este então se perde no brilho do mar, cheio de turistas.

Olha ele visto pela lateral! Acena aí !!!

Entrando no porto novamente vamos nos dirigir a parte alta da cidade. O acesso mais utilizado é pelo Funiculare. Um teleférico que vai até a Piazzetta. Outro meio é alugar uma motoneta ou uma scooter. tem um ponto de aluguél subindo a via maria grande bem em frente da parada do micro ônibus e taxis..

As scooters, todas amarelinhas, acho que é por causa do Limoncello e das duas fábricas de perfume que tem na ilha onde utilizam o limão ciciliano como materia prima para as essencias. Para cnhecer a ilha, muita gente vai a pé, mas acho que se a intenção é conhecer a ilha, não se iluda, pegue um taxi ou alugue uma. 

Na subida a vista já faz parar para fotografar. 

Via Roma continuação da via Marina Grande
Chegando perto da Piazzetta cuide para não ser atropelado. As vias são estreitas e os motoristas todos malucos com as corridas feitas pelos turistas. Não é por nada mas ficamos distraídos olhando para tudo, menos para a via.

Via Vitorio Emanueli III, onde comprar, comer e dormir. Ao longo desta via encontramos as lojas de marcas famosas, os melhores restaurantes (procure aqueles  com melhor vista para o mar pois fazem fundos para as encostas) e também muitos dos melhores hoteis. Andar pelas vias estreitas de Capri é estratégico na parte da tarde, porque no final do dia a maioria dos turistas de um dia vão embora e o ponto de encontro é a Piazzetta,  para os que ficam na ilha.

Alinhado com grifes, boutiques exclusivas, e hotéis de luxo, Via Vittorio Emanuele III é um paraíso de compras de alta classe para grandes gastadores. Compras em grande estilo, aproveitando a atmosfera ou simplesmente por aí cheio de "classe" é que esta rua foi projetada. No entanto, não é só para os compradores.

Joias que não vemos por aí, em esmeralda. O colar custa EU $ 60.000. Isto é para imaginarmos quanto custa a peça que sustenta o colar, esculpida em esmeralda bruta.

A entrada do Hotel La Palma. De Abril (excepto Páscoa) - maio-setembro-outubro
Quarto Duplo Standard com janela de € 1,694.00
Superior quarto duplo com varanda € 1,960.00
De Luxe quarto duplo com varanda € 2,240.00
Na temporada aumente mais 300 euros.
As lembranças estão por toda parte. reserve uma parte do dinheiro para trazê-las.

Deixando o histórico e aclamado Hotel  La Palma,  e várias boutiques para trás, a estrada sobe ao sereno  Mosteiro dos Cartuxos e Jardins de Augusto, das capas da revista Vanity Fair, encontramos utencilios utilizados para a produção de vinho em épocas passadas abandonados ao tempo.

Outra coisa inesquecível que deve começar lá em Nápoles. Uma boa garrafa de Limoncello. Bebida típica da região. Licor feito a partir do limão ciciliano. Procure comprar os de garrafas rotuladas. Existe muita diferença na qualidade entre os industrializados e os que são postos para a venda aos turistas .

Piazza Umberto I é a famosa Piazzetta di Capri. Ao lado está a Torre do Relógio (Torre dell'Orologio), originalmente o campanário da Catedral de São Estêvão. Seu interior foi feito a partir de materiais usados das escavações do antigo imperador Tibério - Villa Jovis que fica na direita da Mmarina Grande.

Detalhe da Torre dell'Orologio. O relógio é grande para quem depende das barcas de transporte, ficarem sempre olhando e não esquecer do horário. Aí é só correr  para o Funiculare,  descer e embarcar de volta para o continente.

A Piazzetta como toda praça para um italiano é um lugar onde se encontrar, recrear conversar, ver e ser visto. É onde a vida social acontece e por isto todos tem que passar por lá.

Foniculare (Carro de cabo) Foi construído em 1907 para ligar o porto de Marina Grande ao centro de Capricado, local onde antigamente funcionava o mercado de peixes subindo pelas vinhas e pomares de citros até chegar a praça, num percurso que dura alguns minutos.

Agora se cara feia é fome, a turma aí da frente já estava muito além do horário.

Fiat 1500 L  ano  1964 versão econômica, de menor desempenho produzido especialmente  para o serviço de  taxi  roda na ilha como atração e um dos poucos exemplares inteiros. Por ser conversível (cabriolet) é bem disputado.

É bom lembrar que a ilha tem poucos locais para banho em praias. Também não estranhe a areia. É só cascalho. Esta é a praia da Marina Grande bem ao lado do porto.

Não cansei de me misturar aos barcos e ficar momentos olhando para gravar de forma bem profunda as imagens de um lugar simplesmente mágico.

Veja este barco azul. Na água não consegueríamos vê-lo.

Vista da Marina Grande di Capri com seu movimento em final de temporada. Vale visitar a ilha neste período pois nos outros meses muitos bares e restaurantes recolhem seus toldos, retiram as mesas que ficam nas calcadas e isto faz perder um pouco do prazer de sentar-se ao ar livre e gesticular como os italianos fazer para conversar. Muitas espressões são entendidas com a ajuda dos jestos.

Ilha de Capri, Capri !
Uma ilha cheia de historias. Imagino quanta coisa acontece nas temporadas. Imagino o que cada um conta a respeito de sua pasassagem por Capri. Nunca poderemos realmente saber, assim como não consegui descobrir a verdadeira historia da estátua sobre a pedra. Quem seria aquele garoto acenando? Para quem ele realmente estava acenando? Podemos imaginar ser alguém que encantado com a ilha, resolveu ficar e assim acena para aqueles que sempre partem... 
A historia que contei a respeito  é inventada e enquanto não sabemos o verdadeiro significado da estátua, vamos chamá-lo de Odisseu e acreditar que pode ser contra o encantamento da Serene ou simplesmente alguém que  fica ali acenando nos dizendo gentilmente:

 "A presto, fino al suo ritorno"

"Até breve, até a sua volta". 

Andando por aí ...

segunda-feira, março 07, 2011

Buzios RJ

ARMAÇÃO dos BUZIOS -  Rio de Janeiro




sou o mar  
Sou quem escolhe por um momento
soltar as amarras, largar
sentir o vento
enfrentar as ondas batendo no casco,
faz a alegria
sou eu feliz tendo você no pensamento
sou eu triste quando sem navegar
sou eu com você um só
sou eu, você 
o barco e o mar
(Carlos Zanicotti)


 Sentido Rio de Janeiro - Buzios , são aproximadamente duas horas de viagem fora da temporada e feriados. No verão e feriados só Deus sabe pois a fila começa na ponte Rio/Niterói e  vai até a entrada de Búzios. Dali para a frente também não anda e a fila vira um stress.  É um cortando a frente do outro. Quem não tem paciência que fique preparado. Após cruzar a ponte Rio-Niterói, pegar à esquerda no sentido Rio Bonito. Pouco depois de Rio Bonito, virar à direita - Via Lagos, sentido Araruama/Cabo Frio (Região dos Lagos). Ao terminar a Via Lagos, continuar por 5 km e subir um pequeno viaduto de acesso à RJ-106, e pegar a direção Macaé/Búzios. Após 14 km depois do posto de gasolina, entrar à direita e seguir por cerca de 10 minutos até Manguinhos e Búzios.
Esta é a ponte do canal que serve uma das  marinas da cidade. Foi construida assim para os barcos passarem por baixo.  A cidade é repleta de marinas e para quem quer praticar ou aprender a velejar, o Búzios Vela Clube, em Manguinhos, oferece cursos de barcos à vela e estrutura de apoio para o velejo. Lá funciona a escolinha Bimba Windsurf, administrada pelo campeão mundial, com turmas que reúnem alunos dos 5 aos 65 anos. Já a Happy Surf, na praia da Ferradura, além de windsurf, oferece aulas laser e hobie cat 16. O espaço também aluga equipamentos e caiaques.

A lua em Buzios. Apreciar a lua mesmo quando não é cheia é um espetáculo a parte.

Aqui não vou ganhar pela divulgação do Buzios Resort, mas confesso que passamos uma temporada muito boa. As instalações são confortáveis e a paisagem é privilegiada com frente para o mar. Para quem não gosta de agito, é perfeita. Para quem gosta, pegue o carro e vá bem cedo para não ficar preso no congestionamento. A noite todo mundo vai para a vila no centro da cidade. 

Esta é a praia Rasa depois do canal para quem chega sentido Buzios. O mar calmo e os bons ventos atraem windsurfistas e kitesurfistas, que lá encontram também dois clubes de vela, motivo pelo qual fiquei animado em me instalar no Resort.

Vista da Ilha Rasa em frente ao Buzios Resort na praia Rasa (coninuação da praia de Manguinhos).
Armação dos Buzios é uma peninsula que avança mar a dentro fazendo com que os ventos soprem constantes e forte. Recebendo de um lado correntes marítimas do Equador de um lado e correntes marítimas do pólo sul do outro, Buzios consegue oferecer praias tanto de águas mornas quanto de águas geladas. Entre as principais praias, destacam-se Geribá, João Fernandes, Ferradura, Armação, Manguinhos, Tartaruga e dos Ossos. O vento sopra quase sempre a partir do leste, trazendo chuva e tornando a cidade no estado do Rio ensolarada e com raras chuvas e uma média de 26° C.

Olhar a paisagem que se desmancha junto as praias é fazer o dedo clicar na câmera fotográfica a cada minuto. Uma mais bonita que a outra, pois a combinação de céu, pedras e o mar é para mim facinante.

A noite o agito é na vila, batendo perna de um lado para outro, entrando e saindo nas lojas que ficam abertas até as 22:00 horas, e terminar tomando um chopp num boteco qualquer.

Se não comprar nada na noite, pode ficar tranquilo, durante o dia na praia você consegue tudo que precisa como chapéus, cangas, brincos, biquinis...

Como venta muito é é um fator importante para a prática de esportes no mar, não pode faltar as "birutas".

Surfar sem antes olhar para uma "biruta" pode significar carregar a prancha de um lado para outro. Dependendo do vento as praias recomendadas para a prática ficam sem ondas e aí o jeito é voltar para a areia e comer um acarajé, que mesmo sem estar na Bahia, faz um bem danado acompanhando a cerveja que vai no isopor com muito gelo.

Junto com o acarajé, vem as bijuterias

De todo tipo e gosto, a dificuldade é escolher uma. Tem que ser forte para não comprar. Mulher é danada, não pode ver um enfeite que tem que comprar. Não acho ruim. Gosto delas bem coloridas e enfeitadas. É como carro sem calotas e cromados ! hahahaha
sou eu o mar
A muito tempo tenho este Holder 12 e carrego ele para todo lado. Um dia o meu irmão Marco chegou e perguntou se eu queria comprar um veleiro e respondi que queria claro, quem não quer, mas quanto isto custaria. Não sabia do que ele estava falando, mas como todo curioso, quis saber que veleiro era. Ele também não sabia, mas me contou que era $ 150,00 Cruzeiros, Cruzeiros novos ou a mesma coisa que em Reais hoje. Achei muito pouco por um veleiro. Não resisti e fui ver. Estava na casa de um amigo dele jogado em cima de uma carreta toda enferrujada. O veleiro? Bem não era "aquele veleiro" e com um trato daria para brincar. Detonado, destruido, mas pelo preço é claro que levei para casa. Foram alguns meses de conserto e aprendisado até descobrir como  funcionava e o que estava faltando.

 
Apesar de ser aparentemente um brinquedo fácil de controlar, digo aos entusiasmados que não é. Quando não tem vento tudo que boia é brincadeira para criança, mas quando tem vento, tem que ser gente grande para fazer ele ir para onde você quer e não para onde o vento vai te levar. Preparar cada detalhe é importante porque lá no mar não tem chão para arrumar nada. Um nó mal feito vai resultar em frustração, porque trazer o barco mesmo sendo ete Holder de 12 pés não vai ser uma tarefa fácil.

A empolgação para por o barco na água é acompanhada por todos. Parecia que ia ser fácil. Quando se entra no mar sem ser em uma boia de pneu na beira, temos que considerar uma série de fatores que podem se transformar em um pesadelo. O equipamento é fundamental para se velejar. Quando estamos falando em velejar em Buzios, temos que considerar que não é qualquer equipamento que pode velejar. E ainda temos que ver quem vai comandar o barco. Para Robert Scheidt é fácil. Bicampeão olímpico e octacampeão mundial de iatismo na classe Laser, além de campeão mundial na classe Star em 2007, andar nesta praia mesmo com vento forte,  seria simples demais. Mas...

Enquanto arrumávamos o barco, não percebemos que o vento estava aumentando e ainda não tinha chegado no ponto máximo. Com o propósito de fazer com que o Dú pegasse as manhas da montagem não hove tempo para prepará-lo para o mar. O dia estava chegando ao fim e daria para aproveitar  pouco velejando. Com a ajuda de todos, pois na mente deles seria uma boa velejar um pouco. Parecia que ia ser uma brincadeira entrar naquele mar com poucas ondas e tranquilo. Mas não foi que aconteceu, Em um minuto o vento já soprava mais forte, fazendo com que as ondas também viessem mais fortes. Nesta praia como em qualquer outra uma onda grande é composte de uma sequencia de ondas mais fortes, normalmente em número de sete ou oito ondas. Aí tudo acalma e na sequencia o mar volta com toda a foça até acalmar de novo. E foi aí que começou a sequencia de erros.  O primeiro foi não ter contado a sequencia de ondas para entrar fazendo com que aquela aparentemente tranquila entrada no mar se transformasse no sufoco da foto acima. Ficamos sem pé bem na hora de avançar e as ondas batiam mais fortes do que podiamos aguentar.

Vencida a etapa de enfrentar as ondas, subimos no barco e senti que tinha algo errado. O vento soprava forte, o que é normal em Buzios, mas eu não tinha o conhecimento de como ele se comportava ao longo do dia. Este era o meu segundo dia em Buzios. Tentando dominar o barco, ele se comportava ao contrário do solicitado. Percebi que estavamos sem controle, e o Dú não entendia o que estava acontecendo. Eu estava fazendo o possivel para manter o barco no prumo, mesmo estando ainda próximo da praia. A medida que fomos nos afastando o vento escapava da proteção da ilha e soprava como um furacão.

Mas o fato não era só o vento. Tinha algo que ainda desequilibrava o barco apesar de estar com mais um a bordo. O barco é para velejar sozinho e com dois ele fica grudado na água fazendo com que não vire fácil. Virar faz parte quando se ultrapassa o limite dele. É como se ele dissese começe de novo. A concentração tem que ser máxima. Qualquer vacilo é suficiente para ele te dar um banho de água fria. Quando comecei a velejar aprendi que todos os sentidos neste momento se unem ao sexto: o barco. Isto mesmo, você tem que sentir o barco como parte de você. Velejar depende parte do barco e parte do velejador. Quanto ao velejador  a altura, peso, dobra dos joelhos, distancia dos pés etc somados com a técnica  vão fazer com que  um barco bem ajustado responda ao desejado. Tirando tudo isto o resto que determina o ato de velejar é puro sentimento. Quanto ao equipamento não podemos esperar muito de um conjunto que estava praticamente jogado fora.
O fato do Dú estar a bordo mudava todos os fatores de controle, mas ainda assim a minha concentração estava em verificar o que estava causando  tanta instabilidade no barco. Foi quando percebi que tinha alguma coisa errada com o leme. Tinha quebrado uma trava que fazia com que quando eu tentava mantê-lo em  uma certa posição, ele ia para outra. Assim de um lado para o outro era preciso reprogramar  tudo a todo momento. Como uma hora a direção era uma e outra hora era outra, quase ao mesmo tempo, eu e o Dú também tinamos que nos posicionar a  toda hora e aí uma confusão geral.    

O vento ficava cada vez mais forte lá fora e o mar cada vez mais crespo e com ondas. O barco jogava de um lado para o outro quando vi que o melhor a fazer era sair fora. Não deu tempo.  O barco virou e fomos para a água. Nesta foto acabávamos de desvirar. Na praia a Mari percebeu que a vela sumiu do horizonte e puxou o zoom para nos acompanhar. Desviramos e pulamos para dentro como se estivessemos com o pé no chão. Como isto acontece com um cara de 23 anos é fácil entender. Mas como é que eu faço isto? Pura adrenalina. 

Era o batismo dele. Nunca tinha sido jogado ao mar sem saber que iria ser jogado. Tentavamos ficar de todo modo em cima do barco e equilibrando-o. Nesta hora não adianta querer ficar. Tem que cair fora.

Agora era hora de ver se estava tudo bem e fazer um plano para sair sem a ajuda do leme. Não foi fácil e não seria possível se o Dú não estivesse comigo a bordo. Eu tinha passado por uma situação parecida na praia de Zimbros em Santa Catarina quando enfrentei um temporal ficando sem o leme. Pedi que ele fizesse o contrapeso e me agarrei ao leme. Quem olhava na praia pensava que estavamos dando umas voltas e aposto que  gritavam que agora era a vez deles cada vez que mudavamos de direção para ir chegando mais perto sem virar novamente. Não podiamos forçar porque foi no braço, segurando o leme que o barco vinha nos trazendo para a praia. 


Só nos restou frustrar a todos dizendo que o passeio deles ficou para outro dia. O vento foi acalmando e na praia tudo parecia como se nada tivesse acontecido. Recolhemos o barco e para arrumar todo o tempo até a hora de vir embora. Mas foi bom. Muito bom mesmo assim.

Quando terminamos de arruamr tudo tinha gente passeando de cavalo pela areia, caminhando... O jeito foi pegar o carro e ir até a Cabo Frio comprar camarão no mercado municipal.  

Esta é a ponte do canal da Rasa - Buzios. Não avance se o sinal estiver vermelho. Vai ter que voltar de ré. Para muitos ela é motivo de irritação, mas visto com bons olhos, ela já faz parte da cidade sendo já um símbolo de Búzios

No mercado é preciso filtrar algumas imagens, que se mal vistas ficam só no cheiro de peixe característico.

Olha aíiiiiiiiiii !!!
Camarão  frito no alho e óleo com casca e tudo. Este negócio de sentar em um restaurante e pedir um prato que vem três ou quatro camarões com um punhado de arroz enfeitado com uma salcinha e uma pitada de maionese é frescura. O bom é assim. Isto acompanhado de uma caipira de vodka,  é o que qualquer um gostaria de comer em um lugar destes.

Na praia de Geribá as birutas mostram que o tempo está firme e o vento para minha tristeza, bom para por o barco na água. Mas sem o leme, não houve jeito.

Brincar com a prancha também não foi possível pois as ondas estavam pequenas e ficou só para a Mari tentar levantar na prancha. Tentar !

No mercado compramos mais peixes e a peixada, calderada, seja lá como quiser chamar, quase não deu pro gasto. Peixe, camarão, lulas, mariscos e muito tempero fez a atração do dia.

Aqui vai uma vista da piscina do Resort que com tanta opção ficava quase despercebida.

Olhando de fora, na Praia de João Fernandes vira tudo uma coisa só, o mar, os barcos, a areia, as pessoas, as casas e a vegetação. Em alguns momentos é preciso olhar na direção certa.

 
Voltando para a areia o dia foi especial. com ostras pla lá e pra cá. Pastel de camarão, Lulas e polvo frito e a bolsa térmica cheia de cerveja.

No mar os barcos de pescadores fazem a fotografia. Para onde olhar tem barcos enroscados uns aos outros.

Para quem quer fazer um passeio de escuna, procure no centro de Buzios, a marina Porto Veleiro ou a marina do Bueno. E onde chegam os barcos dos navios de Cruzeiros. Ele para em várias praias e ilhas para dar um mergulo.

Tradicional em Búzios são os passeios de barco, não deixe de fazer. Neles você poderá apreciar as praias de outro ângulo e maravilhar-se com sua fauna marinha. Mas para quem gosta de barcos só o visual já é gratificante . Ficar vendo o vai e vem perto da praia não tem preço. Geralmente percorrem nove praias do lado norte e as paradas são em João Fernandes, Ilha Feia e Tartaruga, duram 2:30 horas e seu custo é em média R$ 30,00 por pessoa, realizam-se nas tradicionais escunas, outra opção são os semi-rígidos (gomones), estes tem capacidade para 50 pessoas e são habilitados para sair a mar aberto, eles fazem o lado sul e norte da península, percorrem 20 praias e as paradas são em Geriba, Ferradura, Ilha Feia e Tartaruga, neles você terá maior possibilidade de ver fauna por sair a mar aberto, os passeios duram 4 horas e seus preços são em média R$ 50,00. 

Guarde dinheiro porque vem mais compras nas praias. As lojas durante o dia passam a sua frente  em cabides com todo tipo de roupa.

Tem tudo e para quem quer levar como recordação o barulho do mar, um caramujo é perfeito. Não esqueça que em uma decoração marinha não pode faltar um farol, um barco, um marujo, cartas náuticas e claro que conchas e caramujos.

Um bom papo com quem vende também traz cultura. Você descobre que aquelas sementes da melancia que comeu no dia anterior e jogou fora, hoje valem pelo menos uns R$ 10,00 quando pintadas e presas por um fio de nylon.

Aqui podemos ver aqueles que carregam uns quilos a mais na cintura por não resistir ao cheiro de camarão frito, pastel, isca de peixe... e um chopp bem gelado sem perder nada do que acontece na praia e ficar protegido so sol . Quem não levou um guarda sol, pode alugar um por R$ 10,00. Se lá em cima estiver lotado, fique tranquilo, o serviço dos bares na areia é uma prática comum.

Andar por aí traz surpresas como esta ancora toda marcada pelo tempo em contato com a água salgada. 

Buzios também é reconhecido pelas casas de estilo colonial e suas telhas de pontas viradas implantadas como marca registrada do arquiteto Otavio Raja Gabaglia.

Detalhe de barco de pescador na praia da Ferradurinha.

Final do dia na João Fernandes. Sempre dá tempo para mais um mergulho perto das pedras. 

O vendedor de birutas ! 

Geribá, Buzios. 

Esta vista é o canto de Geribá. Atrás deste morro fica a praia da Ferradurinha. O acesso é somente por um caminho entre a vegetação, casas de pescadores e condominios ou de barco.

A praia da Ferradurinha assemelha-se a uma piscina natural resultante da retenção das águas, feita pelas pontas da Boca da Barra e Ferradurinha. No extremo esquerdo, ao atravessar as rochas, chega-se a uma pequena praia denominada Praia dos Amores. A extensão da Praia da Ferradurinha é de 100m.

Aqui, a água é azul e transparente. A paisagem é composta de rochedos, que formam patamares em torno da praia.  
  
Aqui a água reflete várias tonalidades e a verde que predomina.  É a mistura da areia de fundo amarelado devido as rochas e o azul do céu. Muitos cáctos como vegetação.

Uma das mais encantadoras praias brasileiras. Entre as pontas da Boca da Barra e da Ferradurinha há uma verdadeira piscina natural, de águas claras e rochedos que formam patamares circundando o local.
  
Um cácto ? Um abacaxi ? Não, é o cabelo desta figura que circula pela praia vendendo artesanato.
 
De volta ao deck do Buzios Resort com vista para a ilha Feia. A ilha recebeu este nome por ter no lado de fora um paredão de rochas sem permitir por aquele lado o acesso a ilha. Aqui é para ficar olhando para o mar e não pensar em nada. Impossível.

Final da tarde com o vento nordeste batendo nas pedras na ponta da praia Rasa.

Aqui fica a despedida depois de colocar a bagagem no carro e não sobrar espaço para mais um fio de cabelo. Vale lembrar que ainda vai engatado a carreta com o barco.
Buzios é especial.
Tenho boas recordações e o maleiro cheio assim faz lembrar  uma outra vez que eu estava chegando a Buzios.
O maleiro de  uma Veraneio que estava a frente abriu  e começou a derrubar tudo !!!
 Mas esta é outra historia...